A candidata do PT a presidência da República, Dilma Rousseff compareceu na última semana ao almoço-debate promovido pelo LIDE.
No evento a ex-ministra falou para mais de 400 empresários sobre o tema “As perspectivas para o crescimento econômico e social do país”. Após o almoço-debate a candidata respondeu algumas perguntas dos empresários e jornalistas presentes, o Portal Radar esteve presente e transcreve para vocês.
Qual seu objetivo de governo se eleita presidente do Brasil?
Vislumbro um crescimento social e econômico do país, precisamos fazer com que o país de o salto final para se tornar uma potencia mundial. Mas para isto, não basta apenas crescer o PIB, precisamos conjuntamente erradicar a pobreza, já conseguimos tirar 24 milhões de brasileiros da pobreza, mais ainda faltam 19 milhões.
Como tirar da pobreza estes outros milhões?
É fundamental para o governo ter uma política educacional, devemos proteger nossas crianças e jovens, investir na educação. É preciso levar em conta que a população em idade ativa no Brasil é maior que a de crianças e idosos.
A alta carga de impostos é uma das principais preocupações dos empresários brasileiros. A reforma tributária será uma de suas prioridades se eleita?
Sim, será. A Reforma Tributária é a única maneira para de se dar um salto de competitividade, de colocar o Brasil no grupo de países desenvolvidos. O sistema tributário brasileiro é caótico, não só pela complicada sobreposição de tributos, mas também pela complexidade pouco transparente.
A infraestrutura é algo que preocupa e muito a população, principalmente com a chegada da Copa do Mundo e Olimpíadas. Qual o planejamento?
Ainda existe muito a ser feito, porém nos últimos oito anos o Brasil evoluiu muito nesta questão, que foi esquecida nos outros governos. Houve incremento na malha ferroviária já fizemos 356 km e mais de 1.000km estão em fase final. Melhorias nos Portos e duplicação de rodovias também foram feitas. Visando a Copa do Mundo de 2014 e Olimpíadas de 2014, ainda há muito a ser feito nos aeroportos, mas o governo já se prepara para um esforço de aceleração para acabar com os problemas.
Qual será seu posicionamento em relação ao MST (Movimento dos Sem-Terra)?
Governo é governo e movimento é movimento. Não irei compactuar com a ilegalidade, mas também não iremos reprimir, desde que legal estaremos abertos ao diálogo. Investimos pesado em programas de agricultura familiar, hoje os pequenos agricultores tem renda, recebem financiamento e assistência técnica. Posso afirmar que hoje o MST tem menos razões para reivindicar.
A mesma postura de diálogo vale para a política externa?
Sim, lideranças regionais não podem resolver questões com conflitos desnecessários. Vale ressaltar que é prudente que os governantes guardem para si suas opiniões pessoais sobre outros governos. Vamos nos manifestar apenas em casos de golpe de Estado.
Uma das principais plataformas de governo do candidato José Serra é a saúde, como são os seus planos para esta área?
A saúde pública deve e irá chegar ao patamar dos países desenvolvidos. Sou a favor do SUS (Sistema Único de Saúde), mas ele ainda é incompleto. Sou a favor de unidades de saúde 24hs e policlínicas especializadas. Necessitamos de uma gestão de saúde mais eficiente.
Por fim, a senhora é a favor da reeleição? Em caso de uma possível vitória nesta eleição, você sairia de cena em 2014 para a volta do presidente Lula?
Sou favorável à reeleição. Quanto a 2014, quando chegar a hora, a gente discute.