Durante o Ciab (Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras), a equipe de jornalismo do Portal Radar entrevistou o presidente da Itautec, Mario Anseloni.
A liderança contou como a empresa tem reagido no pós-crise financeira mundial; o que foi reservado para o evento; comentou sobre as fusões de instituições financeiras; revelou a estratégia de alcance das comunidades longínquas; e adiantou como a Itautec pretende atuar para atender os turistas que visitarão o Brasil nos próximos eventos internacionais. “O Brasil tornou-se exemplo a ser seguido porque o nosso setor financeiro é altamente sofisticado e regulamento”, disse. Confira a entrevista na íntegra.
Passada a crise financeira mundial, como a Itautec tem atuado para melhorar a tecnologia nas transações bancárias?
Realmente estamos dentro de um contexto ímpar no mercado brasileiro. No pós-crise do setor financeiro, o Brasil tornou-se exemplo a ser seguido porque o nosso setor financeiro é altamente sofisticado e regulamento. Então, o mundo está olhando para o país com olhos diferentes do que era no passado. A Itautec está há 31 anos investindo em tecnologia de automação bancária, seja ela voltada para os ATM (sigla inglesa para protocolo de telecomunicações) ou para as agências. Sempre trabalhando em parceria com os grandes bancos para oferecer soluções que tragam convergência de segurança no gerenciamento de informação e, também, comodidade para os usuários dos bancos.
Nesta semana aconteceu o CIAB (Congresso e Exposição de Tecnologia da Informação das Instituições Financeiras), o que a Itautec reservou para o evento?
Investimos na inovação em segurança e comodidade, buscando diminuição de custos e melhoria de produtividade. Na Biometria a gente está buscando desde a parte de Finger Print até Pam Vein. Estes dispositivos reconhecem biometricamente o cliente através de sua impressão digital (Fringer Print) ou pelo desenho das veias na palma da mão ou nos dedos do usuário (Palm Vein e Finger Vein). A gente também elaborou uma plataforma, tipo uma mesa do gerente, onde ele não precisa levantar para nenhuma transação, como, por exemplo, a abertura de conta. Isso se chama Plataforma Interativa de Atendimento Gerencial, que também permite aos clientes acompanhar todas as atividades e procedimentos executados pelo gerente e, ainda, interagir durante o processo. É tudo muito rápido e cômodo, mais eficiente e barato no custo da transação e com segurança.
O senhor citou o sucesso da economia brasileira. Podemos também observar nesse êxito muitas fusões de instituições financeiras. Isso é bom até quando? Sobra espaço para os bancos “nanicos”?
O mercado passou por uma fase de grandes fusões de instituições financeiras gigantescas. Há também um grupo de bancos menores, que buscam seu espaço dentro desse mercado extremamente competitivo. Acontece que a própria evolução social brasileira faz com que as classes sociais se ascendam, o que gera uma melhoria de renda, de educação, de conscientização ambiental e outras. Esse desenvolvimento social do Brasil cria oportunidades a outros bancos, uma vez que há uma quantidade maior de consumidores e pessoas querendo sofisticação bancária. Então, há oportunidades para as instituições menores, sim.
A Itautec tem alcançado comunidades de difícil acesso? Como oferecer acesso para lugares longínquos?
A Itautec apóia as estratégias de nossos parceiros levando a nossa tecnologia para viabilizar negócios. Para isso foram montadas estruturas em todo o território nacional, com uma rede ampla de cobertura. São mais de dois mil técnicos de campo, em 35 filiais. Ao todo estamos em 500 cidades capazes de fazer cobertura em 3.500 municípios. Isso cria soluções para atender clientes em lugares longínquos. Para se ter uma ideia, em algumas localidades temos de nos movimentar de barco, mas esse é um desafio de um país continental multidisperso e com situações de relevo bem interessante.
A Copa do Mundo de 2010 começou e a próxima será sediada em nosso país. Como a Itautec está se preparando para atender aos turistas?
Para suportar o crescente volume de operações de câmbio criamos o dispensador de moedas e o módulo que recebe, reconhece e autentica cédulas de papel moeda, inclusive de dólares, que funcionam com o dispensador de notas encontrados, hoje, nos caixas eletrônicos que fazem operações de cambio. Outra novidade são os cartões contactless, que podem ser dispensados nas ATMs e serem usados em operações de troca de moeda e também adquiridos com valores em créditos para não-correntistas.